sexta-feira, março 6, 2026
Notícias da Amazônia

Turismo cresce no Pará

Impulsionado pelas obras de infraestrutura e atendimento a segmentos que há décadas estavam abandonados ou, no mínimo, sem motivação para levar a frente ações que redundassem em resultados positivos o Estado do Pará passou por uma transformação histórica após a realização da reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a popular COP30.  

Governador Helder Barbalho (MDB) – DIVULGAÇÃO/BRUNO CECIM AGÊNCIA PARÁ

O Governo do Pará, em preparação para a COP30 em Belém, executou um vasto pacote de obras de infraestrutura e revitalização urbana, focadas em mobilidade (BRT Metropolitano, duplicação da Bernardo Sayão, viadutos), saneamento (bacias do Tucunduba, Una), urbanização (Parques Lineares Doca e Tamandaré, Ver-o-Peso, Mercados), modernização de terminais (Outeiro, Icoaraci, Aeroporto) e hotelaria, visando transformar a cidade para o evento e deixar um legado sustentável, com muitas intervenções sendo entregues no prazo previstos e outras em andamento até a conferência em novembro último.

No que diz respeito ao saneamento das bacias um trabalho profundo foi desenvolvido no Tucunduba, Una, Murutucu e Tamandaré, com intervenções em canais. A Estação de Tratamento de Esgoto também passou por uma ampla atenção para beneficiar diversos bairros, o mesmo acontecendo na macrodrenagem nos canais da bacia do Tucunduba e outros pontos. Quanto à Urbanização e Lazer: Parques Lineares Nova Doca e Avenida Almirante Tamandaré, transformando canais em áreas de convivência e lazer. Parque Urbano São Joaquim: Nova área verde e de convivência. Requalificação de Espaços: Hangar, Complexo do Ver-o-Peso, Mercado de São Brás, Porto Futuro II.

No setor de Infraestrutura e Serviços: Modernização do Aeroporto de Belém: Ampliação e melhorias. Terminais Hidroviários: Outeiro e Icoaraci. Hotelaria: Construção de novos hotéis (Vila Galé, Tivoli) e adaptação de espaços, assim como reforma de escolas, que inclusive serviram para abrigar muita gente durante a realização da COP30.

Para o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, a conferência em Belém representa um marco histórico. “É a primeira conferência climática das Nações Unidas sediada na Amazônia e o Brasil está mobilizado para garantir um encontro global à altura da urgência climática no mundo”.

Esse simbolismo foi acompanhado de investimentos estruturantes que ultrapassam quatro bilhões de reais e beneficiam diretamente a população local com obras de infraestrutura aguardadas há décadas. A COP também amplia oportunidades de emprego, movimenta setores como construção civil, hotelaria, transporte, turismo, alimentação, e projeta o protagonismo da Amazônia na agenda climática internacional, atraindo investimentos e parcerias estratégicas para o território.

O conjunto de convênios firmados para a realização da COP30 contempla mais de 40 intervenções nos eixos de infraestrutura urbana, mobilidade, hospitalidade, saneamento básico, drenagem, requalificação de estruturas existentes e implantação de sistemas tecnológicos. O investimento total conta com recursos oriundos do Orçamento Geral da União, da Itaipu Binacional, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de contrapartidas estaduais e municipais, com foco em garantir que Belém esteja pronta para receber mais de 50 mil participantes (entre delegações oficiais, sociedade civil e imprensa), com segurança, conforto e infraestrutura de alto nível.

“Todas essas ações em Belém são mais do que preparar a cidade para um evento: é transformar realidades e cuidar das pessoas. Essas intervenções já fazem diferença no cotidiano. São bairros antes invisibilizados deixando de alagar, canais sendo limpos, ruas mais seguras e bem conectadas. Além disso, com a COP30, estamos colocando Belém no centro das discussões climáticas. Somos a porta de entrada do mundo para a Amazônia”, destacou Hana Ghassan, vice-governadora do Pará.

Na esteira deste extraordinário e oportuno investimento, o segmento turístico paraense (como já demonstraram alguns empreendedores amazônidas) soube aproveitar oportunidades para “vender melhor” muito do potencial existente (tanto na capital, assim como na Região Metropolitana de Belém) em muitos dos 144 municípios paraenses.