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Viagens com propósito conectam Amazônia e África

viagens com propósito

Dois roteiros de viagens com propósito programados para agosto de 2026 propõem experiências ligadas à natureza, à história e à formação da identidade brasileira. As viagens percorrem o Rio Negro, na Amazônia, e quatro países da África Ocidental: Senegal, Benim, Togo e Gana.

Organizados pela Latitudes Viagens de Conhecimento, os itinerários contam com o acompanhamento de especialistas que ajudam os participantes a interpretar as paisagens, os processos históricos e as relações culturais encontradas durante os percursos.

Embora apresentem contextos distintos, as duas propostas abordam elementos relacionados à formação do Brasil. Na Amazônia, o roteiro explora a biodiversidade, as comunidades ribeirinhas e a ocupação histórica da região. Na África Ocidental, a programação acompanha locais associados à diáspora africana e às conexões entre o continente e a cultura brasileira.

Viagens com propósito começam pelo Rio Negro

O roteiro pela Amazônia será realizado de 2 a 7 de agosto de 2026, a bordo da La Jangada, embarcação de pequeno porte com capacidade para 20 passageiros.

Durante seis dias, o grupo navegará pelo Rio Negro e por alguns de seus afluentes. A condução será do fotógrafo e geólogo Adriano Gambarini, que possui mais de três décadas de atuação na documentação de expedições científicas, culturais e etnográficas.

Entre os locais previstos no itinerário estão:

  • Encontro das Águas: trecho onde as águas do Rio Negro e do Rio Solimões correm lado a lado sem se misturar imediatamente;
  • Arquipélago de Anavilhanas: conjunto de ilhas fluviais localizado no Rio Negro;
  • Grutas de Madadá: área com formações de arenito moldadas pela ação da água;
  • Parque Nacional do Jaú: unidade de conservação onde o roteiro prevê o contato com a floresta e a observação de árvores como a sumaúma;
  • Comunidade de Mirituba: visita voltada ao modo de vida relacionado ao rio, à pesca e ao extrativismo;
  • Airão Velho: área com ruínas de um assentamento português fundado em 1694;
  • Comunidade da Cachoeira: parada para conhecer o preparo da farinha de mandioca e realizar passeio de canoa;
  • Fundação Almerinda Malaquias: visita prevista para a etapa final da viagem.

O roteiro também inclui uma parada para observação de botos-cor-de-rosa nas águas do Rio Negro.

Comunidades ajudam a compreender a Amazônia

Além das paisagens naturais, a viagem procura apresentar a relação das populações locais com os rios e a floresta. Na comunidade de Mirituba, os participantes poderão conhecer atividades relacionadas à pesca e ao extrativismo sustentável.

Em Airão Velho, as ruínas mostram parte do processo de ocupação da região. O antigo assentamento prosperou durante o ciclo da borracha e foi gradualmente abandonado após o declínio da atividade econômica. O local também preserva inscrições rupestres relacionadas à presença de populações anteriores à colonização.

Na Comunidade da Cachoeira, o roteiro inclui uma demonstração do preparo da farinha de mandioca, alimento presente na cultura e na alimentação amazônicas. A programação prevê ainda um passeio de canoa para a observação do macaco-bicó, espécie citada no material da viagem.

Informações sobre datas e programação estão disponíveis na página do roteiro pelo Rio Negro e no itinerário completo da viagem com Adriano Gambarini.

Roteiro percorre quatro países da África Ocidental

A segunda viagem será realizada de 19 de agosto a 2 de setembro de 2026. Durante 15 dias, o grupo percorrerá Senegal, Benim, Togo e Gana sob a condução de Felipe Vieira, historiador e doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas.

As pesquisas de Vieira são dedicadas às conexões históricas entre África e Brasil e às manifestações da cultura afro-brasileira. Sua participação tem o objetivo de contextualizar os locais visitados e explicar as relações entre a história da África Ocidental, a diáspora africana e a formação cultural brasileira.

Senegal e a memória da diáspora

O percurso começa em Dakar, capital do Senegal. A programação inclui o Museu da Civilização Negra, que reúne artefatos, obras de arte contemporânea e objetos relacionados à história africana e à diáspora.

Outra parada prevista é o Mercado da Medina, espaço associado ao cotidiano da cidade, à produção artesanal, aos tecidos e ao comércio local.

Na Ilha de Gorée, o grupo visitará o Museu Maison des Esclaves e a chamada Porta do Não-Retorno. O local preserva a memória das pessoas retiradas do continente africano e enviadas às Américas durante o tráfico transatlântico.

Benim reúne heranças africanas e brasileiras

No Benim, o roteiro passa pelo Palácio Real de Porto-Novo, atualmente ocupado pelo Musée Honmé. O espaço preserva objetos e relíquias relacionados à corte do rei Toffa I.

Em Porto-Novo, os viajantes também conhecerão o Bairro Afro-Brasileiro, associado aos Agudás, africanos escravizados e descendentes que retornaram ao continente levando elementos da arquitetura, dos costumes e da religiosidade desenvolvidos no Brasil.

O itinerário segue para Ganvié, vila construída sobre palafitas onde, segundo o material da viagem, aproximadamente 25 mil moradores utilizam canoas para deslocamentos, atividades comerciais e acesso a serviços.

Em Ouidah, a programação aborda a história do tráfico de pessoas escravizadas e as tradições relacionadas ao Vodun. A cidade foi um dos portos utilizados nas rotas transatlânticas e permanece como referência religiosa e cultural no Benim.

Togo e Gana completam o percurso

No Togo, a viagem inclui uma visita a Togoville, local onde práticas católicas e tradições do Vodun convivem há gerações.

Em Lomé, o grupo passará pelo Marché des Féticheurs, mercado relacionado às práticas religiosas e à medicina tradicional africana.

Em Gana, a programação prevê uma visita ao Parque Memorial e Mausoléu Kwame Nkrumah, dedicado ao líder da independência do país.

O roteiro termina nas cidades de Cape Coast e Elmina, onde antigas fortificações preservam registros físicos do tráfico transatlântico. O Castelo de Elmina foi construído pelos portugueses em 1482 e é apresentado no material como a edificação europeia mais antiga ainda preservada na África Subsaariana.

As datas, condições e etapas do percurso podem ser consultadas no programa completo do roteiro pela África Ocidental.

Informações e reservas

  • Roteiro Rio Negro: de 2 a 7 de agosto de 2026;
  • Roteiro África Ocidental: de 19 de agosto a 2 de setembro de 2026;
  • Organização: Latitudes Viagens de Conhecimento;
  • Informações: site oficial da Latitudes;
  • Contato para reservas: latitudes@latitudes.com.br.
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