Os vistos de estudantes nos EUA terão prazo máximo de quatro anos a partir de 15 de setembro de 2026. A nova regulamentação também modifica o período de permanência autorizado para participantes de intercâmbio e profissionais da imprensa estrangeira.
A medida foi publicada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) em 17 de julho de 2026 e integra o endurecimento das políticas migratórias da gestão do presidente Donald Trump.
O que muda nos vistos de estudantes nos EUA?
Os vistos da categoria F, destinados a estudantes internacionais, e da categoria J, utilizados por participantes de programas de intercâmbio cultural, passarão a permitir permanência máxima de quatro anos.
Atualmente, essas categorias permanecem válidas durante todo o período de duração do curso ou do programa de intercâmbio. Com a mudança, estudantes e intercambistas estarão sujeitos ao novo limite estabelecido pelo governo americano.
A regulamentação também alcança os vistos da categoria I, destinados a profissionais da imprensa estrangeira. Nesses casos, a permanência será limitada a até 240 dias. Para cidadãos chineses, o prazo máximo será de 90 dias.
Regra entra em vigor em setembro de 2026
A entrada em vigor da nova regulamentação está prevista para 15 de setembro de 2026. A mudança estabelece períodos determinados de permanência para categorias que anteriormente poderiam acompanhar a duração integral dos estudos ou programas realizados nos Estados Unidos.
Segundo Otávio Haverroth, advogado especialista em imigração e CEO da YOUSA Law Firm, a alteração busca impedir que o visto de estudante seja utilizado para prolongar a permanência no país sem uma finalidade acadêmica legítima.
“Historicamente, o foco das autoridades migratórias nunca foi quem viajava aos Estados Unidos para cursar um bacharelado, mestrado ou doutorado. A preocupação sempre esteve nos casos em que o status de estudante é utilizado para prolongar a permanência nos Estados Unidos por meio de matrículas sucessivas, sem uma progressão acadêmica coerente. Essa mudança busca justamente impedir esse tipo de prática e reforçar que o status de estudante deve ser utilizado para sua finalidade original”, afirma.
Fiscalização sobre programas de intercâmbio
De acordo com o especialista, a decisão também está relacionada ao aumento de fraudes identificadas nos últimos anos envolvendo instituições e programas que não exigiam a presença efetiva dos estudantes.
“A legislação americana exige que o estudante esteja presencialmente nos Estados Unidos. O endurecimento das regras acompanha um amplo movimento de fiscalização e de combate ao uso indevido das categorias de visto”, completa Haverroth.
Com a nova regra, estudantes internacionais, intercambistas e profissionais da imprensa estrangeira deverão observar os prazos específicos aplicáveis às respectivas categorias antes de organizar cursos, programas ou atividades profissionais nos Estados Unidos.





