Os 55 anos do Palácio das Artes serão celebrados com o lançamento de uma coleção de livros dedicada à história, aos corpos artísticos e ao acervo da Fundação Clóvis Salgado, mantenedora do complexo cultural em Belo Horizonte.
O primeiro volume, “Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!”, foi escrito pelo jornalista e escritor Mauro Werkema e pela turismóloga e bacharel em Letras Maria Elisa Ordones de Oliveira.
A obra será lançada na próxima semana e inaugura um projeto editorial voltado à preservação da memória da instituição.
O que reúne a coleção dos 55 anos do Palácio das Artes?
A coleção comemorativa foi planejada para registrar diferentes dimensões da trajetória artística e institucional do complexo. Ao todo, cinco livros integram a proposta inicial:
- a história do Palácio das Artes;
- a montagem das 100 óperas de seu repertório, entre clássicos mundiais e produções autorais;
- os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais;
- os 55 anos da Companhia de Dança Palácio das Artes;
- o catálogo raisonné do acervo de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado.
Um sexto livro deverá completar a coleção, apresentando a trajetória do Coral Lírico de Minas Gerais, que se aproxima dos 50 anos em 2029.
A iniciativa busca transformar em registro permanente acontecimentos, personagens, espaços e produções que ajudaram a consolidar o Palácio das Artes como uma das principais instituições culturais de Minas Gerais.
Primeiro livro possui 248 páginas
O volume sobre os 55 anos do Palácio das Artes possui 248 páginas, organizadas em capítulos e subcapítulos.
A publicação aborda as origens e a história do complexo cultural, suas galerias, os demais espaços físicos e os corpos artísticos vinculados à instituição.
Também estão presentes conteúdos sobre o Cine Humberto Mauro e o Centro de Formação Artística e Tecnológica, o Cefart. De acordo com o texto, mais de 2 mil novos artistas e técnicos passam anualmente pelo centro de formação.
A obra procura ir além de uma cronologia institucional. O livro relaciona arquitetura, memória, políticas públicas, formação artística e a presença do Palácio das Artes na vida cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais.
O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues afirmava: “o que não é repetido, continua inédito”, desconhecido. A frase é utilizada para destacar a importância de registrar em livro uma trajetória que, até então, ainda não havia sido reunida nessa dimensão.
Livro interpreta a trajetória do complexo cultural
Na apresentação da obra, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, destaca que o livro não se limita a celebrar datas ou organizar informações.
“Este livro reconstrói, revela, como o Palácio das Artes se tornou uma das instituições culturais mais importantes do Brasil. Não é apenas celebração, nem simples inventário de fatos, salas e realizações. É, no melhor sentido, uma interpretação. Reúne memória institucional, leitura histórica, crítica de arquitetura, testemunho afetivo, reflexão sobre políticas públicas e análise da formação artística de Minas Gerais.
Seu mérito maior está em demonstrar que o Palácio das Artes não se deixa compreender por uma única chave. Ele é, ao mesmo tempo, edifício, instituição e acontecimento urbano. É obra moderna, é organismo vivo, é paisagem moral da cidade”, escreve.
A análise reforça que a publicação sobre os 55 anos do Palácio das Artes pretende apresentar o complexo como espaço arquitetônico, instituição pública e agente permanente da vida cultural da capital mineira.
Governador destaca importância cultural da instituição
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, também participa da apresentação do livro e associa a instituição à relevância econômica, política e cultural do estado.
“Se, na economia, na política e na cultura, Minas Gerais é uma das locomotivas do Brasil, o Palácio das Artes justifica plenamente seu nome: um trem veloz, que segue pelos trilhos de um futuro cada vez mais promissor, levando em seus muitos e variados vagões todas as artes e os maiores tesouros de Minas, do Brasil e até do mundo”, diz.
A declaração ressalta a diversidade de linguagens artísticas reunidas pelo Palácio das Artes ao longo de sua história, incluindo música, dança, teatro, cinema, ópera e artes visuais.
A celebração dos 55 anos do Palácio das Artes também destaca a contribuição de seus corpos artísticos, espaços culturais e projetos de formação para a produção artística mineira.
Onde consultar o livro dos 55 anos do Palácio das Artes?
Depois do lançamento, exemplares estarão disponíveis para consulta na Midiateca João Etienne Filho, localizada no próprio Palácio das Artes.
A publicação também será distribuída para escolas e instituições públicas de Minas Gerais e poderá ser consultada nos equipamentos do Circuito Liberdade.
A versão digital ficará disponível no site da Fundação Clóvis Salgado, ampliando o acesso de estudantes, pesquisadores, artistas e do público interessado na história cultural mineira.
Ao registrar os 55 anos do Palácio das Artes, a coleção preserva documentos, realizações e testemunhos relacionados a uma instituição que atravessou diferentes períodos da produção artística de Minas Gerais.
O projeto permite que a história do complexo permaneça acessível às próximas gerações e oferece novas fontes de consulta sobre a cultura, a arquitetura e as políticas públicas desenvolvidas no estado.
Foto Destaque: Inauguração da Grande Galeria do Palácio das Artes, em 31 de janeiro de 1971, com Peri Rocha França, Israel Pinheiro, Luiz Souza Lima e Martinho Rego.





