- O valor do contrato, definido por licitação pública, foi de R$ 2,9 bilhões
- O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, com 17,8 milhões de passageiros em 2025, é o principal aeroporto da cidade do Rio de Janeiro
- A Aena deverá assumir a operação no segundo semestre de 2026
- Com sua chegada ao Rio de Janeiro, a Aena Brasil dá um passo importante para se consolidar como a maior rede de aeroportos concedidos do país, com 18 ativos
- A operadora aeroportuária espanhola consolida sua liderança global em número de passageiros

A Aena, por meio de sua subsidiária Aena Desarrollo Internacional, foi declarada vencedora, em leilão público realizado na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo, do processo de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, principal aeroporto do Rio de Janeiro (Brasil). A Aena apresentou a melhor proposta no processo de venda assistida de 100% da concessionária do aeroporto, com um lance de R$ 2,9 bilhões.
Do custo total da operação, uma parte será paga com recursos próprios da Aena, enquanto o restante será financiado por meio de um empréstimo de uma instituição financeira local, sem recurso à empresa matriz. A concessão vai até maio de 2039.
A compra das ações da concessionária está sujeita à formalização do contrato de compra e venda com os atuais acionistas, uma vez obtidas as aprovações regulatórias e cumpridas as demais condições previstas no termo de referência do processo de venda. A transferência ocorrerá quando todas essas condições forem atendidas. A expectativa é de que a operação seja concluída no segundo semestre de 2026.
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão é o terceiro mais movimentado do Brasil em volume de passageiros, com 17,8 milhões de passageiros em 2025, dos quais 5,7 milhões foram passageiros internacionais. Esses números o consolidam como a segunda maior porta de entrada aérea do país, atrás apenas de Guarulhos. O aeroporto também desempenha papel relevante na carga aérea, tanto nas importações quanto nas exportações: em 2025, foi o terceiro maior aeroporto brasileiro nesse segmento, com movimentação de cerca de 68 mil toneladas.
A infraestrutura atual tem capacidade suficiente para absorver o tráfego esperado durante o restante do período de concessão, e não há obrigação contratual de realização de novos investimentos em capital (Capex).
O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, destacou esta operação corporativa, que demonstra o compromisso da Aena com o Brasil e a estratégia da empresa no mercado internacional: “Como em todas as operações da Aena, esta também segue rigorosamente o princípio fundamental de geração de valor para seus acionistas. A Aena Brasil é, além disso, um exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor, uma vez que eleva para 18 o número total de aeroportos operando com sucesso dentro da rede, contribuindo assim para o desenvolvimento do transporte aéreo no país.”
Sinergias de uma rede de 18 aeroportos
Com esta operação, a Aena se consolida como operadora da maior rede de aeroportos concedidos do Brasil. Sob a marca Aena Brasil, a operadora aeroportuária espanhola administra integralmente, desde 2020, seis aeroportos no Nordeste do país e, desde 2022, outros onze nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. Entre os ativos mais relevantes da Aena Brasil estão o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo – o segundo maior do país – e o Aeroporto do Recife, no Nordeste, aos quais agora se soma o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão.
A operadora aeroportuária espanhola segue ampliando seu modelo de rede, que envolve a gestão de uma ampla variedade de perfis aeroportuários, desde hubs internacionais até aeroportos regionais, além de aeroportos insulares e unidades dedicadas exclusivamente à aviação geral. Esse modelo bem-sucedido favorece sinergias em diversas áreas e, assim, aumenta a eficiência tanto na gestão quanto na operação.
A Aena Brasil conta com uma equipe consolidada no país, que atualmente trabalha em um ambicioso plano de investimentos e ampliação da conectividade aeroportuária. A Aena atua no Brasil há seis anos e, por isso, conhece as características específicas do mercado doméstico; possui experiência em gestão local e é amplamente reconhecida por stakeholders nacionais, regionais e locais.





