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Museus de guerra em Malta revelam bravura

Museus de guerra em Malta preservam túneis, fortes e memórias históricas

Museus de guerra em Malta preservam objetos, documentos, túneis, fortes e memórias que ajudam a compreender a resistência do arquipélago em diferentes conflitos. Reunidos em espaços históricos, esses acervos mostram como a posição estratégica de Malta marcou sua trajetória militar, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial.

Naquele período, Malta tinha importância fundamental por abrigar diversos aeródromos e o único porto britânico entre Gibraltar e Alexandria, no Egito. O arquipélago também era essencial para operações contra comboios de suprimentos do Eixo destinados ao Norte da África.

Como consequência, Malta foi alvo constante de ataques e sofreu uma pesada campanha de bombardeios. Hoje, parte dessa história está preservada em museus, fortes, salas subterrâneas e até em naufrágios que podem ser visitados por mergulhadores.

Por que visitar museus de guerra em Malta?

Visitar museus de guerra em Malta é uma forma de conhecer a história do arquipélago por meio de espaços autênticos, documentos, equipamentos militares e locais usados durante conflitos. Esses atrativos unem turismo cultural, memória histórica e patrimônio militar.

Entre os destaques estão:

  • Lascaris War Rooms, em Valletta;
  • Forte de St Elmo e National War Museum;
  • Forte St Angelo, em Birgu;
  • Malta at War Museum, em Vittoriosa;
  • naufrágios históricos acessíveis em mergulhos.

Lascaris War Rooms preservam túneis da guerra

Ao passear pelos Upper Barrakka Gardens, um dos cartões-postais de Valletta, é difícil imaginar que, cerca de 45 metros abaixo dos jardins, exista um dos cenários históricos mais intrigantes de Malta: os Lascaris War Rooms.

Considerado um dos museus mais importantes da ilha, o espaço preserva a memória dos difíceis anos da Segunda Guerra Mundial, quando Malta esteve diretamente envolvida no conflito.

A construção da rede de túneis começou sob o domínio britânico em 1940. O complexo foi expandido até 1943 para abrigar, no subsolo, o Quartel-General de Guerra conjunto das três forças armadas, protegido contra ataques aéreos.

O local reunia a Sala de Operações do Setor de Caças, utilizada durante a Batalha de Malta, entre 1940 e 1943, além de outras salas de operações e instalações auxiliares.

Depois do fim da guerra, os Lascaris War Rooms foram utilizados pela OTAN até 1977 para rastrear o movimento de submarinos soviéticos no Mediterrâneo.

Equipadas com dispositivos criptográficos, ventilação automática e outros recursos considerados de alta tecnologia para a época, as salas permitiam que militares coletassem informações e coordenassem ações rapidamente.

Hoje, os visitantes podem percorrer túneis escuros e salas reconstruídas, em uma experiência que recria a atmosfera de guerra e oferece uma visão do passado militar maltês.

As visitas guiadas exclusivas são oferecidas duas vezes ao dia, às 10h30 e às 13h. Comprando online, os preços informados no material original são € 17,00 para adultos, € 7,00 para menores e € 19,00 para sênior.

Forte de St Elmo abriga o National War Museum

Entre os principais museus de guerra em Malta, o National War Museum ocupa um espaço de grande valor histórico: o Forte de St Elmo, localizado na ponta da península de Sceberras, em Valletta.

O forte foi construído em posição estratégica para enfrentar e repelir a armada otomana. Sua edificação em forma de estrela data de 1552 e passou por ampliações nos séculos XVII e XVIII.

Sob domínio britânico, o Forte de St Elmo foi amplamente modernizado para receber nova artilharia. Durante a Segunda Guerra Mundial, desempenhou papel importante na defesa de Malta.

Em 11 de junho de 1940, o forte sofreu o primeiro bombardeio aéreo registrado nas ilhas. Sua atuação em cercos e batalhas tornou o local ideal para sediar o National War Museum.

O museu está dividido em sete seções e abrange cerca de 7.000 anos da história militar maltesa, desde a Idade do Bronze, por volta de 2.500 a.C., até a adesão de Malta à União Europeia.

Entre os artefatos notáveis estão armaduras militares da Ordem de São João e dos turcos otomanos. A Segunda Guerra Mundial, porém, é o conflito mais representado no museu.

Entre as peças em destaque estão o Gloster Sea Gladiator N5520 Faith, o jipe “Husky” de Roosevelt e a Cruz de Jorge, condecoração militar concedida a Malta por bravura.

Os ingressos informados custam € 10,00 para adultos, € 7,50 para sênior, € 7,50 para jovens de 12 a 17 anos e € 5,50 para crianças.

Forte St Angelo domina o Grand Harbour

O Forte St Angelo está localizado em uma colina, na extremidade da península de Birgu, em posição dominante sobre o Grand Harbour. Sua história remonta à Idade Média, quando era conhecido como Castrum Maris, ou Castelo à Beira-Mar.

Após 1530, já sob a Ordem de São João, a estrutura militar foi batizada como Forte de Santo Ângelo. O local foi transformado em quartel-general, remodelado e equipado com plataformas de artilharia.

No século XVII, passou por outra grande transformação, com a instalação de quatro imponentes plataformas de canhões, capazes de receber cerca de cinquenta peças de artilharia.

Em 1906, a Frota do Mediterrâneo da Marinha Real Britânica transferiu seu centro de comando para o interior do forte. A estrutura foi requisitada como base costeira e renomeada primeiro como HMS Egmont, em 1912, e depois como HMS St. Angelo, em 1933.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Forte de Santo Ângelo sofreu 69 impactos diretos. O local continuou servindo como instalação costeira da Marinha Real Britânica em Malta até março de 1979, quando o último destacamento de forças estrangeiras deixou seus muros.

Atualmente, o Forte St Angelo oferece vistas panorâmicas do Grand Harbour e das cidades fortificadas ao redor. Suas exposições imersivas apresentam a história, a arquitetura e exemplos de artilharia ligados ao complexo.

Os ingressos informados variam de € 4,00 a € 10,00.

Malta at War Museum destaca a resistência popular

O Malta at War Museum está localizado em Couvre Porte, Vittoriosa, também conhecida como Birgu, antiga cidade portuária de Malta. O espaço documenta a bravura do povo maltês e de seus defensores durante os dias difíceis do Blitz de Malta, entre 1940 e 1943.

Instalado em um antigo quartel do exército, que serviu como delegacia de polícia e centro de defesa antiaérea durante a guerra, o museu fica acima de um amplo abrigo antiaéreo escavado na rocha.

Era nesse abrigo que moradores buscavam proteção durante os bombardeios. Por isso, o local tem forte valor simbólico e humano entre os museus de guerra em Malta.

O acervo reúne artefatos e objetos de época, incluindo itens pessoais, documentos, medalhas, uniformes, armamentos e lembranças da guerra.

No museu, o visitante também pode assistir ao primeiro documentário produzido na ilha, “Malta G.C.”. O curta-metragem foi lançado em janeiro de 1943, por iniciativa do Rei George VI, que desejava que seus súditos testemunhassem a bravura e a resistência demonstradas por Malta diante de adversidades aparentemente intransponíveis.

Os ingressos informados custam € 14,00 para adultos, € 7,00 para crianças e € 12,00 para sênior.

Quais naufrágios históricos podem ser vistos em Malta?

Além dos museus, Malta também preserva parte de sua memória militar no fundo do mar. O arquipélago reúne naufrágios de barcos e aviões ligados a conflitos, formando um roteiro especial para mergulhadores interessados em história.

Entre os pontos citados estão:

  • HMS Olympus, submarino britânico afundado a 11 km do porto de Valletta durante a Segunda Guerra Mundial;
  • Schnellboot S-31, naufrágio alemão da Segunda Guerra Mundial ao largo da costa do Grand Harbour de Valletta;
  • SS Polynesien, naufragado durante a Primeira Guerra Mundial;
  • SS Luciston, navio cargueiro da Primeira Guerra Mundial, ao largo da costa de Marsaxlokk, a 96 metros de profundidade;
  • ORP Kujawiak (L72), contratorpedeiro de escolta polonês da classe Hunt, da Segunda Guerra Mundial;
  • Supermarine Spitfire Mark Vc, aeronave que repousa no fundo do mar ao largo da costa de Qala, em Gozo;
  • HMS Southwold, contratorpedeiro britânico da Segunda Guerra Mundial, ao largo da costa de Marsaskala.

Esses mergulhos ampliam a experiência de quem visita museus de guerra em Malta, pois conectam a memória preservada em terra aos vestígios submersos de diferentes períodos históricos.

Malta preserva memória, patrimônio e bravura

A força dos museus de guerra em Malta está na forma como cada espaço preserva uma parte da história do arquipélago. Túneis subterrâneos, fortes, abrigos antiaéreos, documentos, medalhas, uniformes e naufrágios compõem um roteiro de grande valor cultural.

Mais do que relatar batalhas, esses locais ajudam a compreender a resistência de Malta, a importância estratégica do Mediterrâneo e o impacto dos conflitos sobre a população civil.

Para mais informações, o material original informa o contato da Athos Comunicação, com Luiz F. Destro, pelo e-mail athos@athos.ppg.br.

Antônio Claret Guerra
the authorAntônio Claret Guerra
Jornalista
Jornalista formado pela UFMG, diretor-geral do Jornal MG Turismo e sócio-administrador da Tour Press Jornalismo Ltda. Mestre em Administração com ênfase em mídias sociais e turismo, possui MBA em Gestão Empresarial e atuação institucional em entidades e conselhos do setor turístico.