Cultura

Palácio das Artes relembra incêndio de 1997

Incêndio no Palácio das Artes em Belo Horizonte registrado por Paulo LacerdaFotos: Paulo Lacerda

O Palácio das Artes, um dos centros culturais mais importantes de Belo Horizonte, carrega em sua história um episódio que marcou profundamente a memória cultural da capital mineira: o incêndio que atingiu o espaço em abril de 1997.

O fogo destruiu o Grande Teatro e provocou danos considerados irreparáveis à época. Poucos meses depois, em 27 de julho de 1997, o Palácio das Artes foi reaberto, tornando-se novamente motivo de orgulho para os belo-horizontinos.

As informações são do G1 e do Palácio das Artes. As imagens históricas do incêndio foram registradas pelo fotógrafo Paulo Lacerda, da Fundação Clóvis Salgado, mantenedora do espaço cultural.

Palácio das Artes e a memória do incêndio

O incêndio alcançou todo o edifício do Palácio das Artes e deixou marcas profundas na estrutura do centro cultural. O Grande Teatro, palco de importantes espetáculos, foi reduzido a escombros.

As fotos feitas por Paulo Lacerda registraram a dimensão da destruição. Entre os registros, aparecem os destroços deixados pelo fogo e a destruição das luxuosas cadeiras da plateia.


Destroços do incêndio de abril de 1997 no Palácio das Artes.
Crédito: Foto: Paulo Lacerda.

Em entrevista ao G1, o fotógrafo contou que muitas pessoas se reuniram no jardim interno durante o incêndio. Algumas choravam, enquanto outras estavam em pânico diante da cena.

“É muito triste porque apesar de você não querer fazer as fotos do incêndio, é minha obrigação de fazer. Então, é muito triste você ver a sua casa pegando fogo, perder a sua casa”, disse Lacerda ao G1.

Grande Teatro foi tomado pelas chamas

Testemunhas oculares também relataram ao G1 que o teto desabou sobre as poltronas. O espaço que havia recebido grandes espetáculos foi tomado pela destruição.

Antes que o fogo consumisse o teatro, funcionários e bombeiros conseguiram retirar objetos que estavam no palco. Entre eles estavam dois pianos, avaliados em R$ 1 milhão cada um à época, conforme o relato original.


Imagem mostra a destruição provocada pelo incêndio de abril de 1997.
Crédito: Foto: Paulo Lacerda.

Reabertura marcou a retomada cultural

A reabertura do Palácio das Artes, em 27 de julho de 1997, representou um momento simbólico para Belo Horizonte. O espaço voltou a ocupar seu lugar como referência cultural da cidade e de Minas Gerais.

Passados quase 29 anos da reabertura, o episódio segue lembrado como uma das páginas mais marcantes da história do centro cultural. Ao mesmo tempo, reforça a importância do Palácio das Artes para a vida cultural dos belo-horizontinos e para a memória artística de Minas Gerais.

Antônio Claret
the authorAntônio Claret
Jornalista
Jornalista formado pela UFMG, diretor-geral do Jornal MG Turismo e sócio-administrador da Tour Press Jornalismo Ltda. Mestre em Administração com ênfase em mídias sociais e turismo, possui MBA em Gestão Empresarial e atuação institucional em entidades e conselhos do setor turístico.