O Turismo Religioso em Congonhas estará no centro da programação do 8º Fórum Nacional de Turismo Religioso (FNDETUR), que será realizado de 24 a 26 de novembro de 2026. No último dia do encontro, os participantes farão um city tour pelos principais atrativos religiosos, históricos e culturais do município mineiro.
A proposta é aproximar os debates técnicos realizados durante o Fórum da experiência prática oferecida pelo destino. A programação reunirá gestores, lideranças religiosas, profissionais do turismo, pesquisadores, empresários, agências, operadoras e guias para discutir governança, experiências turísticas e desenvolvimento sustentável de destinos de fé.
Turismo Religioso em Congonhas integra programação do FNDETUR
Segundo os organizadores, as visitas técnicas e o city tour permitirão que os participantes conheçam igrejas históricas, obras de Aleijadinho, espaços museológicos e manifestações religiosas que fazem parte da identidade de Congonhas.
Um dos principais pontos do roteiro será o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 1985. O conjunto reúne algumas das obras mais conhecidas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que trabalhou em Congonhas entre o final do século XVIII e o início do século XIX.
No adro da Basílica estão os Doze Profetas, esculpidos em pedra-sabão entre 1800 e 1805. O conjunto é formado por Jeremias, Isaías, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Naum e Habacuc.
O Santuário também abriga os Passos da Paixão de Cristo, distribuídos em seis capelas. As cenas representam a Ceia, o Horto, a Prisão, a Flagelação e Coroação de Espinhos, a Subida ao Calvário e a Crucificação. De acordo com a documentação histórica citada no material do evento, as capelas reúnem esculturas em cedro executadas por Aleijadinho e sua equipe e posteriormente policromadas por artistas como Manoel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro.
Basílica mantém tradição de peregrinação
A história de Congonhas está diretamente ligada ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. A construção do templo começou no século XVIII, enquanto o ciclo de peregrinação ao Bom Jesus contribuiu para o desenvolvimento de vias, hospedarias, comércio e serviços na cidade.
No interior da Basílica, os visitantes encontram um conjunto de arte sacra relacionado ao período colonial mineiro. O templo passou por uma ampla restauração concluída em 2018, com recuperação de retábulos, púlpitos, forros, quadros, balaustradas, elementos em pedra-sabão e pinturas antigas.
Outro espaço relacionado à religiosidade local é o Salão dos Ex-votos, que preserva objetos e registros deixados por devotos em agradecimento por graças alcançadas. A coleção reúne pinturas, fotografias, cartas e peças em cera e possui reconhecimento patrimonial do IPHAN, conforme o material do Fórum.
Museu de Congonhas integra a experiência
O Museu de Congonhas também está entre os espaços destacados na programação. Apresentado pelo material como o primeiro museu de sítio do Brasil, o equipamento foi criado para ajudar os visitantes a compreender o contexto histórico, artístico, religioso e patrimonial do conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Com mais de 3,4 mil metros quadrados, o museu possui salas de exposição, biblioteca, reserva técnica, espaço educativo, auditório, cafeteria e anfiteatro ao ar livre. O espaço também participa de iniciativas relacionadas à conservação do sítio reconhecido pela UNESCO e a pesquisas sobre o barroco e a pedra-sabão.
Em 2025, o Museu de Congonhas completou dez anos de atividades. Em 2026, segundo o material divulgado pelo evento, iniciou um novo ciclo de programação e inclusão.
Igrejas ajudam a contar a história de Congonhas
Além do Santuário, Congonhas possui outras igrejas relacionadas à formação histórica e religiosa do município. Em 2025, uma parceria entre a Arquidiocese de Mariana e o município ampliou a abertura de templos à visitação turística e religiosa.
Entre eles estão a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Matriz de São José e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, além da própria Basílica.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é apontada como a mais antiga de Congonhas e mantém vínculos históricos com a população negra e as irmandades religiosas. Já a Matriz de Nossa Senhora da Conceição reúne diferentes fases do barroco e possui uma portada em pedra-sabão atribuída a Aleijadinho.
A Matriz de São José Operário, localizada na Ladeira Histórica, apresenta torres arredondadas e elementos de inspiração neoclássica. No distrito de Alto Maranhão, a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, datada do século XVIII, permanece ligada à vida religiosa da comunidade.
Fórum relaciona patrimônio, fé e desenvolvimento turístico
Durante os três dias do FNDETUR, os participantes discutirão temas como estruturação de destinos, governança, comercialização, tecnologias, preservação patrimonial e experiência do peregrino. O city tour busca mostrar como essas questões aparecem na prática em um destino marcado pela religiosidade, pelo barroco e pela peregrinação.
Os organizadores destacam que o patrimônio religioso de Congonhas permanece ligado a celebrações e manifestações de fé. Semana Santa, festas religiosas e o tradicional Jubileu do Senhor Bom Jesus mantêm a relação entre os monumentos históricos, a comunidade e os peregrinos.
A programação busca ainda apresentar Congonhas a profissionais de diferentes áreas do turismo, possibilitando o contato direto com atrativos que podem integrar roteiros, produtos turísticos, pesquisas e projetos relacionados ao segmento religioso.
Serviço
- Evento: 8º Fórum Nacional de Turismo Religioso (FNDETUR)
- Data: 24 a 26 de novembro de 2026
- Local: Congonhas, Minas Gerais
- City tour: previsto para o último dia da programação
- Informações: 84 99831-0358
- Instagram: @FNDETUR
- Inscrições: site oficial do Fórum Nacional de Turismo Religioso





