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Visto de nômade digital atrai brasileiros

Visto de nômade digital para brasileiros trabalharem remoto na EspanhaImagem: Freepik

Visto de nômade digital tem atraído brasileiros que desejam trabalhar remotamente para empresas ou clientes de fora da Europa enquanto vivem legalmente em países europeus. Entre os destinos que oferecem essa possibilidade está a Espanha, que permite a residência legal para profissionais remotos e empreendedores que cumpram os requisitos do programa.

A modalidade foi criada para atrair trabalhadores que exercem suas atividades à distância. Segundo Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, assessoria especializada em imigração e nacionalidade, a Espanha é uma das opções disponíveis para brasileiros que desejam viver essa experiência e ainda contar com a possibilidade de viajar para outros países da União Europeia sem necessidade de visto adicional.

“O que vemos hoje é que muitos profissionais de áreas como tecnologia, marketing, comunicação, design, consultoria e educação, estão aproveitando o trabalho remoto para viver uma experiência em outro país. O processo envolve reunir a documentação necessária, como a comprovação de renda, o contrato de trabalho e a autorização de teletrabalho fornecida pela empresa e o tempo de resposta oficial é rápido, cerca de 20 dias úteis”, explica a especialista.

Como funciona o visto de nômade digital na Espanha?

O visto de nômade digital na Espanha permite que estrangeiros residam legalmente no país enquanto trabalham de forma remota para empresas ou clientes localizados fora do território espanhol.

De acordo com Renata Barbalho, o processo exige documentação específica e comprovação de vínculo profissional. Entre os principais documentos estão a comprovação de renda, o contrato de trabalho e a autorização formal de teletrabalho fornecida pela empresa.

A proposta tem atraído profissionais de diferentes áreas, especialmente aqueles que já atuam em regime remoto e desejam combinar carreira, mobilidade internacional e experiência cultural em outro país.

Quem pode solicitar o visto de nômade digital?

Para solicitar o visto de nômade digital, o profissional precisa comprovar que exerce atividade remota e que possui vínculo com empresa localizada fora da Espanha. Segundo a CEO da Espanha Fácil, o interessado deve ter mais de três meses de experiência comprovada de trabalho remoto para a empresa.

“Além desse período de trabalho mínimo, ajuda muito se a pessoa conseguir comprovar formação educacional e experiências anteriores na área em que atua. Outro ponto é que o profissional deve ter um contrato de trabalho CLT ou PJ com uma empresa localizada fora da Espanha. Pode ser de qualquer lugar do mundo, desde que não tenha filiais ou representações no país”, complementa.

Entre os pontos avaliados no processo estão:

  • Experiência profissional em trabalho remoto;
  • Formação educacional na área de atuação;
  • Experiências anteriores relacionadas à atividade exercida;
  • Contrato de trabalho CLT ou PJ;
  • Vínculo com empresa sem filial ou representação na Espanha.

Quais documentos são exigidos?

Um dos requisitos importantes para o visto de nômade digital é a autorização formal de teletrabalho. Esse documento deve comprovar que o profissional está autorizado pela empresa a exercer suas atividades de forma remota.

Segundo Renata Barbalho, a emissão costuma ser simples, já que o trabalho remoto é previsto na legislação brasileira por meio do Artigo 75-B da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.

A especialista destaca que muitas empresas enxergam a experiência internacional de forma positiva. Para elas, viver no exterior pode contribuir para o desenvolvimento profissional do colaborador, ampliar repertório cultural e favorecer o aprendizado de um novo idioma.

Qual renda é necessária para morar na Espanha?

Na Espanha, o candidato ao visto de nômade digital deve comprovar renda líquida mensal de pelo menos 2.850 euros. O valor serve para demonstrar às autoridades que o profissional tem recursos suficientes para custear moradia, alimentação, transporte e demais despesas durante a permanência no país.

“O objetivo é demonstrar às autoridades que o profissional possui recursos suficientes para custear moradia, alimentação, transporte e demais despesas durante sua permanência no país. O valor é ajustado de acordo com o salário mínimo espanhol”, destaca Renata.

A especialista também informa que o visto de nômade digital permite incluir familiares. Nesse caso, a renda mínima exigida aumenta conforme o número de dependentes incluídos no processo.

Vale a pena aplicar para ser nômade digital?

Para Renata Barbalho, a resposta é positiva. Além de permitir que profissionais trabalhem remotamente enquanto vivem na Espanha, a autorização costuma ser concedida inicialmente por até um ano e pode ser renovada conforme as regras do programa.

Outro atrativo é a possibilidade de construir um projeto de vida de longo prazo no país. Segundo a especialista, a residência legal e contínua pode abrir caminho para a solicitação da cidadania espanhola, benefício que desperta o interesse de muitos brasileiros que desejam viver na Europa de forma definitiva.

“O processo exige algumas etapas, mas vale muito a pena para quem sonha aproveitar o trabalho remoto para viver outras experiências. Hoje, com uma assessoria especializada oferecendo suporte durante todas as etapas do pedido, desde a preparação da candidatura até o acompanhamento do processo junto às autoridades locais, todos os trâmites ficam muito mais fáceis”, finaliza a CEO da Espanha Fácil.

Sobre a Espanha Fácil

Fundada em 2007 por Renata Barbalho, a Espanha Fácil é referência para brasileiros que desejam morar legalmente na Espanha. A empresa é credenciada pelo Governo Espanhol e possui selo de qualidade concedido pelo Ilustre Colégio de Gestores Administrativos de Madrid.

A assessoria oferece mais de 175 serviços personalizados, conta com uma equipe de mais de 100 especialistas e informa uma taxa de aprovação de 99% nos processos de vistos e nacionalidade. Segundo a empresa, mais de 150 mil clientes já foram atendidos.

Antônio Claret Guerra
the authorAntônio Claret Guerra
Jornalista
Jornalista formado pela UFMG, diretor-geral do Jornal MG Turismo e sócio-administrador da Tour Press Jornalismo Ltda. Mestre em Administração com ênfase em mídias sociais e turismo, possui MBA em Gestão Empresarial e atuação institucional em entidades e conselhos do setor turístico.