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XVI Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente & Sustentabilidade premia 11 vencedores em Belo Horizonte

Vencedores, homenageados e convidados destacam a urgência da preservação ambiental e reforçam que equilíbrio entre desenvolvimento e conservação depende do compromisso de toda a sociedade

A solenidade do XVI Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente & Sustentabilidade (PHW), considerado hoje a maior premiação ambiental do Brasil, emocionou os convidados na noite desta segunda-feira, 8 de junho, no Centro de Convenções da CDL-BH, encerrando as comemorações da “Semana Mundial do Meio Ambiente”.

Onze projetos, entre eles dois nacionais e um internacional, foram vencedores. As mudanças climáticas que impactam, cada vez mais, a natureza e a vida das pessoas em todo o planeta, foram o tema emergente desta edição.

O motivo inspirador do PHW – “A natureza fala. Quando não ouvimos, ela grita” – refere-se à tragédia que destruiu 85% do município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), causada por um tornado na véspera da Conferência Mundial sobre o Clima, a COP30, em Belém, que colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre o futuro climático.

Os 150 projeto inscritos, todos de alta qualidade, foram um marco relevante para a história do prêmio. Os onze ganhadores foram distribuídos nas categorias Melhor Exemplo de Mobilização Social, Melhor Exemplo de Flora, Destaque Municipal, Destaque Nacional, Melhor Exemplo de Biodiversidade, Melhor Exemplo de Educação Ambiental, Melhor Exemplo de Água, Homenagem Especial, Destaque Internacional, Diplomata Ambiental e Ambientalista do Ano.

Segundo o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, à frente da Revista Ecológico, idealizador e coordenador da premiação, o tema deste ano reflete um momento decisivo para a humanidade. Ele acredita que o clamor da natureza é, acima de tudo, um chamado à mudança de comportamento humano.

Segundo Hiram, é necessário rever hábitos, aproximar-se novamente da natureza e compreender que a preservação ambiental depende de atitudes individuais e coletivas. Apesar dos desafios, ele mantém uma visão otimista. “A vida nasceu para dar certo”, disse, ao lembrar que a natureza tem uma extraordinária capacidade de adaptação e regeneração.

Ao comentar a trajetória do prêmio, Hiram recordou que a iniciativa surgiu após o fim da chamada “lista suja”, que apontava as empresas mais poluidoras de Minas Gerais. Com a evolução da legislação ambiental e a adequação das empresas às normas vigentes, nasceu a ideia de reconhecer aqueles que promoviam boas práticas ambientais. “Tem muita gente fazendo coisa boa pela natureza”, destacou.

Entre as autoridades presentes, Túlio Andrade, diretor de Estratégia da COP-30, representando o embaixador André Corrêa do Lago; Lyssandro Norton Siqueira, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais; Sirely Dimitrius Chaves, subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima de Belo Horizonte, representando o prefeito Álvaro Damião e o Secretário Municipal de Meio Ambiente João Paulo Menna Barreto; a  diretora-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Leticia Capistrano Campos; o diretor-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Marcelo da Fonseca; Marília Carvalho de Melo, presidente da Copasa; e Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL-BH e do Sebrae Minas.

Homenagem

Na principal honraria da premiação, o climatologista Carlos Nobre foi agraciado com o título de Ambientalista do Ano, pela contribuição científica e a defesa de políticas voltadas à proteção da Amazônia e ao enfrentamento das mudanças climáticas. Nobre construiu uma trajetória importante em instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O cientista alertou para os riscos associados ao aumento da temperatura global. Segundo ele, a continuidade das emissões de gases de efeito estufa pode levar o planeta a ultrapassar pontos de não retorno, com consequências severas para biomas como a Amazônia, o Pantanal, a Caatinga e o Cerrado.

“A natureza está gritando porque estamos nos aproximando de limites perigosos para o equilíbrio climático do planeta”, disse. Apesar do cenário preocupante, o pesquisador acredita que ainda é possível reverter parte dos danos. “É totalmente factível zerar o uso de combustíveis fósseis até 2040 e promover uma grande restauração florestal”, afirmou. Para ele, o Brasil tem condições de liderar uma transformação global baseada na recuperação dos biomas, no combate ao desmatamento e na expansão das energias renováveis.

Ao receber a homenagem do prêmio, Carlos Nobre destacou sua admiração por Hugo Werneck. “Fiquei muito honrado em receber este prêmio”, declarou.

Compromisso

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Lyssandro Norton Siqueira, a natureza pede harmonia entre crescimento econômico, proteção ambiental e respeito às pessoas. “A natureza busca equilíbrio”, afirmou o secretário, lembrando que a construção de soluções ambientais depende da atuação conjunta do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil.

Lyssandro afirma ainda que os desafios atuais exigem planejamento e ações coordenadas para enfrentar as consequências das mudanças climáticas que já afetam o planeta. Para ele, iniciativas como o Prêmio Hugo Werneck são fundamentais por reconhecerem e valorizarem experiências que contribuem para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

O prêmio

Criado em 2010 pela Revista Ecológico, o Prêmio Hugo Werneck nasceu para homenagear a memória do ambientalista mineiro Hugo Werneck (1919-2008), considerado um dos pioneiros da consciência ecológica na América Latina.

Fundador do Centro para a Conservação da Natureza, Hugo Werneck teve atuação decisiva na defesa do patrimônio ambiental brasileiro e participou de movimentos que contribuíram para a criação de importantes unidades de conservação em Minas Gerais, entre elas o Parque Nacional da Serra do Cipó e o Parque Estadual do Rio Doce.

Seu trabalho foi marcado pela convicção de que a preservação ambiental depende da conscientização da sociedade. Uma de suas frases mais conhecidas — “O mundo será diferente quando conseguirmos sensibilizar as pessoas” — tornou-se uma espécie de inspiração permanente para a premiação.

No palco, a emoção marcou o depoimento de Rodrigo Werneck, filho de Hugo, que relembrou a convivência com o pai e o contato com as questões ambientais. Ele recordou as visitas a fazendas, veredas e áreas naturais, motivadas pela paixão do pai pela observação de aves e pela defesa do patrimônio ambiental mineiro.

Destacou também o orgulho da família ao ver o alcance conquistado pela premiação ao longo dos anos. “Esse prêmio tomou uma dimensão que jamais imaginamos”, afirmou. Para ele, apesar das ameaças aos ecossistemas brasileiros, existem razões para acreditar em um futuro melhor. “Sou otimista. Há muita gente lutando para preservar os ambientes naturais, que são essenciais para a vida humana.”

Valorização de iniciativas sustentáveis

Ao longo de sua trajetória, o Prêmio Hugo Werneck tornou-se mais do que uma cerimônia de reconhecimento. Transformou-se em uma plataforma de valorização de boas práticas ambientais e de difusão de uma cultura de responsabilidade socioambiental.

Desde sua criação, a premiação acumulou mais de mil inscrições e indicações de projetos socioambientais de diferentes regiões do país e de fora, além de mais de 180 vencedores e homenageados. Já enalteceu personalidades, pesquisadores, gestores públicos, organizações não governamentais, empresas e projetos.

As reflexões apresentadas durante a cerimônia reforçam a mensagem central do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade: diante dos desafios ambientais do presente, a preservação da natureza depende do engajamento coletivo, da valorização de boas práticas e da capacidade de transformar preocupação em ação. Afinal, como demonstraram os homenageados e participantes da edição deste ano, ouvir o que a natureza está dizendo é o primeiro passo para construir um futuro mais equilibrado e sustentável.

O prêmio tem como parceiros, apoiadores e patrocinadores: Anglogold Ashanti, Aperam, Ativo Ambiental, Bemisa, CDL-BH, Cemig, Codemge,
C-Sul, Gerdau, Grupo AVG, Itaminas, Nexa Resources, Novo Nordisk, Senai, Siamig Bioenergia, Sindiextra, Usina Coruripe e Vale.

OS PREMIADOS DO 16º PRÊMIO HUGO WERNECK

1. MELHOR EXEMPLO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL
Bora Plantar
César Pedrosa

Uma ONG com mais de 100 voluntários que incentiva a criação de micro florestas urbanas em áreas degradadas na capital mineira. Assim é a Bora Plantar, que busca contribuir para fortalecer a consciência ecológica da população. Além do impacto físico no território, destaca-se o engajamento social gerado pelo seu líder, reunindo cidadãos de diferentes perfis em torno de um objetivo comum: gritar! E ele grita mesmo pelo verde urbano!

Entregaram o troféu para o médico e ambientalista César Pedrosa Sales, Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL-BH e do Sebrae Minas, e Flávia Evangelista, diretora da Ativo Ambiental.


2. MELHOR EXEMPLO DE FLORA
AMA Juçara – Açaí da Mata Atlântica
Instituto Estadual de Florestas

Criada em 2023 pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, esta iniciativa conserva a palmeira juçara por meio do uso sustentável de seus frutos. Seu nome popular é “açaí da mata atlântica”. Com este projeto, seu consumo foi ampliado, especialmente em escolas rurais, beneficiando a alimentação das crianças. A ação integra conservação ambiental, geração de renda e segurança alimentar no entorno dos parques estaduais de Ibitipoca, Serra Negra, Brigadeiro e Mata do Krambeck. Este é o Ama Juçara.

Quem entregou o prêmio foi Gabriel Soares, secretário de Meio Ambiente de Nova Lima, e Gustavo Lanna, presidente do Sindiextra, nas mãos de Eduardo de Ávila, coordenador do projeto Ama Juçara.


3.DESTAQUE MUNICIPAL
Política de Adaptação e Resiliência Climática de BH
SMMA

Belo Horizonte desenvolve há 20 anos políticas de mitigação e adaptação a eventos extremos, como ondas de calor, deslizamentos e inundações. O objetivo é reduzir as emissões de gases e enfrentar a emergência climática. Isso está sendo possível com a criação de refúgios climáticos para refrescar a população e jardins de chuva para recarregar o subsolo. Esta é a Política de Adaptação e Resiliência Climática, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a vencedora como Destaque Municipal.

Quem entregou a estatueta foi Francisco Bastos, da Academia Mineira de Medicina, e João Fernandes Nascentes, da empresa Nascentes Fernandes e precursor da manta vegetal na reabilitação de áreas degradadas. Quem recebeu foi Sirely Dimitrius Chaves, subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, representando o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o Secretário Municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto.


4. DESTAQUE NACIONAL
 Grande Reserva da Mata Atlântica
SPVS

Uma área contínua e preservada de Mata Atlântica entre Paraná, São Paulo e Santa Catarina, com 2 milhões e 700 mil hectares. Ela abrange mais de 60 municípios, onde vivem 2 milhões de habitantes. Mantida por uma rede com mais de 100 ONGs e empresas parceiras, a iniciativa foi articulada pelo médico veterinário Clóvis Ricardo Borges. De forma pioneira, ele participou da fundação da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), na década de 1980, dando início ao que hoje, mais moderno e sábio, chamamos de “soluções baseadas na natureza”. Daí o nome gigante e cheio de esperança deste projeto: “Grande reserva da Mata Atlântica”, a vencedora da categoria Destaque Nacional do Prêmio Hugo.

Quem entregou o troféu foi Letícia Capistrano, diretora-geral do Instituto Estadual de Florestas, e José Guilherme Ramos, gerente institucional e sustentabilidade da Bemisa. Clóvis Ricardo Borges recebeu o prêmio.

 
5.MELHOR EXEMPLO DE BIODIVERSIDADE
Pró Manguezais
Ministério Público do Estado de Alagoas

O Brasil tem um milhão e duzentos mil hectares de manguezais, com 82% desse ecossistema protegidos. Mas ainda sob ameaças constantes, como ocupação irregular, poluição e mudanças climáticas. Em Alagoas, áreas sensíveis de mangue receberam um projeto de proteção voltado à conservação e às populações tradicionais. Essa iniciativa foi considerada tão bacana, que foi replicada pelo Ministério do Meio Ambiente em 2024 como programa nacional. O grande vencedor na categoria Melhor Exemplo de Biodiversidade foi o Pró Manguezais.

Quem entregou o troféu foi Daniel Medeiros, diretor de Licenciamento Ambiental da Vale, e Regiane Guimarães, gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Novo Nordisk. Quem recebeu foi Alberto Fonseca, promotor de Justiça, representando o Ministério Público Estadual de Alagoas.


6.MELHOR EXEMPLO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Master ODS Nacional
Coletivo LumoCívico

Toda semana estudantes de uma escola de Ensino Médio são incentivados a identificar problemas e soluções reais em seus territórios e executar ações práticas de impacto social. Tudo pautado pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas. Desde 2024, o projeto já alcançou 10 estados, 18 cidades e realizou 274 ações, impactando mais de 125 mil pessoas. Criado em Rosário da Limeira, em Minas Gerais, o programa transforma estudantes em embaixadores da sustentabilidade.  O vencedor da categoria Melhor Exemplo de Educação Ambiental é o Master Ods Nacional.

Quem entregou o prêmio foi Wilfred Bruijn, ex-executivo do setor mineral e atual conselheiro da Vale, e Nathalia Gomes, gerente de Relações Institucionais da Gerdau. Quem recebeu foi Felipe Briguente, presidente do Coletivo Lumocívico.


7. DESTAQUE ESTADUAL
Pró-Mananciais
Copasa

Um programa socioambiental, desenvolvido por uma empresa estatal de água e saneamento em Minas, já é modelo para o Brasil. O projeto recupera e protege as microbacias e áreas de recarga dos aquíferos usados para o abastecimento público nas cidades onde atua. De 2017 a 2025, investiu mais de R$ 180 milhões em 290 municípios. Envolveu 4.800 propriedades rurais diretamente e garantiu a segurança hídrica para uma população de quase 10 milhões de pessoas.  Por isso, o Melhor Exemplo de Água foi concedido ao projeto Pró-mananciais, da Copasa.

Quem entregou a estatueta foi Marcelo da Fonseca, diretor do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), e Alexandre Sion, sócio-fundador da Sion Advogados. Quem recebeu foi Marília Melo, presidente da Copasa, acompanhada da equipe que coordenou o projeto.

8.HOMENAGEM ESPECIAL
Virgílio Viana

O homenageado nesta categoria é uma das principais lideranças socioambientais do Brasil, com mais de três décadas de atuação à frente da Fundação Amazônia Sustentável (FAZ). Ele já foi Secretário de Meio Ambiente do Amazonas, quando coordenou ações estruturantes, como a redução do desmatamento em 70%. Ano passado, durante a Cop30, surpreendeu a todos com o “Banzeiro da Esperança”, um barco que partiu de Manaus a Belém, levando vozes, urgências, propostas e soluções da floresta para o centro do debate global. Durante 22 dias, o banzeiro navegou mais de 1.600 quilômetros, promovendo oficinas, saberes, música, ciência, orações e debates políticos. E todos a bordo perceberam que não se tratava de turismo, mas de transformação.  Em 2021, este ambientalista foi nomeado pelo Papa Francisco como o primeiro brasileiro a se tornar membro da Pontifícia Academia de Ciências Sociais no Vaticano, em torno da encíclica ecológica “laudato si”. O engenheiro-florestal Virgílio Viana foi o homenageado especial do 16º Prêmio Hugo Werneck.

Quem entregou o prêmio foi Fernando Cláudio, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Anglogold Ashanti, e Denise Capanema, engenheira geotécnica da Nexa Resources. Quem recebeu foi Jairton Melo, gerente da Fundação Amazônia Sustentável, representando Virgílio Viana.


9.DESTAQUE INTERNACIONAL
Floresta da Mãe
Asez Wao

Esse projeto totalmente voluntário tem uma campanha gigante: “plantar uma árvore por pessoa”, o que significa semear mais de 8 bilhões de árvores no mundo. Para enfrentar as mudanças climáticas, já realizou mais de 350 ações em diferentes países, com cerca de 75 mil mudas plantadas. Coordenada pela Asez Wao, grupo de jovens da Igreja de Deus, sociedade missionária mundial, a Floresta da Mãe (Mother’s Forest) é a grande vencedora do Destaque Internacional.


Quem entregou a estatueta foi Mário Campos, presidente da Siamig Bioenergia, e Paula Hermont, gerente de Interlocutores da Vale. Quem recebeu foi Jaeho Jeon, diretor da Asez Wao no Brasil.

10. DIPLOMATA AMBIENTAL
André Corrêa do Lago

Diplomata com mais de 40 anos de carreira, Secretário do Clima, Energia e Meio ambiente do Itamaraty e presidente da Cop30 até o fim de 2026. Ele atuou como negociador-chefe do Brasil em clima e desenvolvimento sustentável, incluindo a Rio+20.


Serviu em diversas embaixadas e foi embaixador na Índia e no Japão. Participou da Rio-92 e hoje lidera o Mapa do Caminho da Descarbonização. O Diplomata Ambiental do 16º Prêmio Hugo Werneck é André Corrêa do Lago.

Quem entregou o prêmio foi Hiram Firmino e Lyssandro Norton Siqueira, Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Quem recebeu foi Túlio Andrade, diretor de Estratégia da Cop-30, representando o embaixador.

11. AMBIENTALISTA DO ANO
Carlos Nobre

Meteorologista, pesquisador em aquecimento global, o homenageado em 2026 é graduado em engenharia eletrônica pelo ITA. Doutor pelo MTI, nos Estados Unidos, ele dedicou três décadas da sua vida ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além de atuar como diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Participou da equipe internacional de cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU), que em 2007 ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo papel que tiveram em alertar sobre os riscos das mudanças climáticas. Em março deste ano, foi nomeado pelo Papa Leão 14. O desafio? Integrar o dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria Romana, cuja missão é proteger e cuidar da Terra como a casa comum de todos. Como ativista ambiental ferrenho, durante a Cop-30 em Belém, criticou os poucos avanços obtidos na Cúpula do Clima. Para ele, o evento poderia ter avançado mais em pontos relevantes, como desmatamento e uso de combustíveis fósseis.

Quem entregou o prêmio foi Maria Dalce Ricas, presidente da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda); Célio Valle, ex-diretor do IEF e do Ibama; e o engenheiro metalúrgico Rodrigo Werneck, filho do doutor Hugo Werneck.

Antônio Claret
the authorAntônio Claret
Jornalista
Jornalista formado pela UFMG, diretor-geral do Jornal MG Turismo e sócio-administrador da Tour Press Jornalismo Ltda. Mestre em Administração com ênfase em mídias sociais e turismo, possui MBA em Gestão Empresarial e atuação institucional em entidades e conselhos do setor turístico.